já comentei aqui no blog que sou doadora de sangue voluntária. sempre me comoveu as campanhas solicitando doações. tão logo descobri a dificuldade do meu tipo sanguíneo passei a doar com frequência. essa semana chegou uma carta convite do hemocentro de bh. ironicamente coincidiu com uma descoberta que me deixou indignada.
um colega de trabalho procurou o hemominas na tentativa de contribuir com o banco de sangue. durante a avaliação médica ele não foi considerado apto. foi reprovado por manter relações com pessoas do mesmo sexo.
fui pesquisar e existe mesmo um regulamento que resguarda os hemocentros de rejeitarem tais doadores. (o que no site foi descrito como “quem tem exposição a situações de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis”). oi?!?
fiquei me perguntando, se no caso de uma transfusão, que muitas vezes é vital, importaria se aquele sangue é de alguém que está ou não nos padrões convencionais??
não estou levantando a bandeira do movimento gls. contudo, respeito a liberdade de escolha de cada um. e excluir esses cidadãos como doadores é uma prática vergonhosamente preconceituosa.
-fmom-
